domingo, 19 de abril de 2009

'Cause with you, I'd withstand...

"This time, this place,
Misused, mistakes
Too long, too late
Who was I to make you wait?
Just one chance, just one breath
Just in case there's just one left
'Cause you know, you know, you know...

I love you
I loved you all along
I miss you
Been far away for far too long
I keep dreaming you'll be with me
And you'll never go
Stop breathing if I don't see you anymore

On my knees, I'll ask
Last chance for one last dance
'Cause with you, I'd withstand
All of hell to hold your hand
I'd give it all
I'd give for us
If anything give I won't give up
'Cause you know, you know, you know

So far away (So far away)
Been far away for far too long
So far away (So far away)
Been far away for far too long

But you know
You know
You know

I wanted
I wanted you to say
Cause I needed
I need to hear you say

I love you
I loved you all along
I forgive you
For being away for far too long

So keep breathing
'Cause I'm not leaving you anymore
Believe and hold onto me and never let me go
Keep breathing
'Cause I'm not leaving you anymore

Believe it hold onto me and never let me go
Keep breathing cause I'm not leavin'you anymore
Believe it hold onto me and never let me go
Keep breathing hold onto me and never let me go"

[Far Away - Nickelback - Composição: Chad Kroeger]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ahh o amor... e as meninas veneno.

"O amor, esse sufoco,

Agora, há pouco era muito,

Agora, apenas um sopro

Ah, troço de louco,

Corações trocando rosas,

E socos."

[Paulo Leminski]

terça-feira, 14 de abril de 2009

Crônica sobre a Bahia - Por Arnaldo Jabor

Colunista em crise não consegue voltar das férias ...
Não consigo ir embora da Bahia.
Acabaram minhas férias e continuo aqui.

Mesmo que eu viaje depois do Carnaval, levarei a Bahia comigo.

Não se trata de louvá-la; quero entendê-la, não com a cabeça, mas com o corpo, com as mãos, com o nariz, entender como um cego apalpa um objeto, entender por que este lugar é tão fortemente estruturado em sua aparente dispersão.

Aí, descubro que, ao contrário, a Bahia me ajuda a "me" entender.

Não sou eu quem olha; a Bahia que me olha de fora, inteira, sólida, secular, a paisagem me olha e fica patente minha alienação de carioca-paulista, fica evidente meu isolamento diante da vida, eu, essa estranha coisa aflita que está sempre entre um instante e outro, sem nunca ser calmo, inconsciente e feliz como um animal.

Na Bahia, vejo-me neurótico, obsessivo, sempre em dúvida, ansioso.

Gostaria de estar na praia de Buraquinho, quieto, dentro do mar, como um peixe, como parte da geografia e não fora dela.

Ninguém aqui se observa vivendo.

Salvador não é uma "cidade partida" como é o Rio, nem a cidade que expele seus escravos, como São Paulo, que um dia será castigada, estrangulada por sua periferia.


Aqui, de alguma forma misteriosa, os pobres e negros, mesmo sem posses, são donos da cidade.

A cultura africana que chegou nos navios negreiros, entre fezes e sangue, parece ter encontrado a região "ideal" neste promontório boiando sobre o mar, batido de um vento geral, para fundar uma cidade erótica e religiosa, plantada nos cinco sentidos, fluindo do corpo e da terra.

Os casarios subiram os montes, desceram em vales por necessidades dos colonos e dos escravos do passado, o espaço urbano foi desenhado pelo desejo dos homens.

A Bahia foi o lugar perfeito para a África chegar.


Tudo se sincretiza, natureza e cultura. Espírito e matéria se unem como um bloco só, amores e vinganças fluem no sangue dos galos e dos bodes, esperanças queimam nas velas de sete dias, todas as coisas se amontoam num grande procedimento barroco de não deixar vazio algum, nada que sobre, que fique de fora, nada que isole matéria e gente.

Os deuses não estão no Olimpo; são terrenos e florestas, estão na rua, no dendê, dentro da planta.

Consciência e realidade não se dividem, o povo e o mundo são a mesma coisa, e isso aplaca as neuroses, as alienações das megacidades onde o homem é um pobre diabo perdido no meio dos viadutos.

Como nas fotos do Mário Cravo Neto, tudo se une em um só bloco: o alvo pato e a mão negra, a mulher nua e a pedra, o nadador, o sol e a água, as frutas, os cestos e as bocas, as plantas e os pés, os búzios e os segredos, os santos e os orixás, as mãos e o tambor, a fome e a carne, o sexo e a comida.

Tenho uma espécie de inveja e saudade desta cultura integrada, dessa sociedade secreta que vejo nos olhares das pessoas falando entre si, uma língua muda que não entendo, tenho inveja da palpabilidade de suas vidas materiais, tenho inveja da grande tribo popular que adivinho nos becos e ladeiras, das pessoas que riem e dançam nas beiras de calçada, que se amam na beira do mar, tenho inveja desta cultura calma que vive no "presente", coisa que não temos mais nas "cidades partidas", sem passado e com um futuro que não cessa de não chegar.

Nesta época maníaca e americana, que se esvai sem repouso, aqui há o ritmo do prazer, a "sábia preguiça solar" de que falou Oswald e que Caymmi professa.

A civilização que os escravos trouxeram criou esta "grande suavidade", este mistério sem transcendência, este cotidiano sem ansiedade, esta alegria sem meta, esta felicidade sem pressa.

Aqui a cultura vem antes da lei.

Aqui o soldado na guarita é um negro com passado e orixás, dentro da roupa de soldado.
O bombeiro, o vendedor, o pescador, o vagabundo se comunicam e existem antes das roupagens da sociedade.
Até se travestem, se fantasiam deles mesmos nos horrendos resorts caretas da burguesia, mas não perdem a alma para o diabo, defendidos pela vigilancia de seus Exus.


A sinistra modernidade tenta adquirir a Bahia, possuí-la, apropriar-se das praias, das ilhas, dos panoramas.
Mas mesmo o progresso urbano e tecnológico aqui fica domado de certo modo pela cultura, que resiste a esses embates.

Os balneários turísticos aqui me parecem meio patéticos, meio Maiami na vivência luxuosa dos acarajés, camarões e uísques trazidos por serviçais iaôs e mordomos de cabeça feita.

Aqui não se vêem os rostos torturados dos miseráveis do Rio e São Paulo: a pobreza tem uma religião terrena costurando tudo.

As festas do ano inteiro não são diversionistas, orgiásticas, para "divertir" - são para integrar.
As festas têm uma religiosidade pagã, sem sacrifícios, sem asceses torturados de olhos virados para o céu.


Nada sobrou do barroco europeu sofrido; prosperou o barroco gordo, pansexual, com as frutas, os anjunhos nus, os refolhos e os européis invadindo o convulsivo barroco da contra-reforma, com as curvas carnavalescas nas igrejas cheias de cariátides peitudas, sexies, gostosas, como as mulatas do Pelourinho.

Não é uma sociedade, mas um grande ritual em funcionamento.

O Brasil aflito, injusto, imundo, inóspito devia aspirar a ser Bahia.

Aqui dá para esquecer o jogo sujo do Congresso em Brasília, revelando a face oculta dos bandidos com imunidade, emporcalhando a democracia, aqui você não morre afogado na enchente da marginal do Tietê, nem o Ronaldinho é assaltado com revólver na cabeça.

Não conheço lugar mais naturalmente democrático.
E, por isso, não consigo ir embora.
Vou comprar uma camiseta "NO STRESS" e ficar bebendo um frappé de coco para sempre.

Arnaldo Jabor - Porto da Barra - Salvador / BAHIA

E a Polete no Farol... Aí que saudadêêê!!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Meu bem, nem tô passando pires, nem babo..."

Ô tempo bom esse, infância linda, brincar na rua... Passei por muitas transformações, e ainda assim mantenho a criança interior sempre viva, pra mim basta, me faz bem! Bate uma saudade desses momentos, claro que só sinto falta do que me fez bem, é bom relembrar, isso não me deixa esquecer quem sou.

"Você me quer bem
Quando eu tô legal
Te incomoda por quê?

Me faz bem
Pra jogar na cara
O que acabou de fazer

Me deprime, me derruba
E depois reza por mim
E o meu crime, apagar as velas antes do fim

Você começa esse jogo chato e eu acabo
Manda seu boeing na torre, não desabo
Desfila sua vida cor-de-rosa e eu caso
Com o diabo...

Na sua irônia burra, dou cabo
Meu bem, nem tô passando pires, nem babo
Enfia sua vida cor-de-rosa no rabo
Pro diabo...

Você não me conhece
Mas me ama pra sempre porque te convém
E desaparece

Se pinta outro atalho
Não sou mais ninguém

Me deprime, me derruba
E depois reza por mim
E o meu crime, apagar as velas antes do fim

Quem nunca confere no que pode estar além?
Quem com o ferro não fere, será ferido também!

Você não me conhece"

[Você Não Me Conhece - Jay Vaquer]

domingo, 5 de abril de 2009

Walküre

Operação Valquíria: Assista!!!

Isso se você gosta de história, 2a Guerra Mundial... É sempre bom entender, lembrar, que nem toda a Alemanha "era" de Hitler, tinha uma galera do contra... Enfim, o filme é phooooda!!! Eu chorei no fim! (pra variation...) Sem contar que "o alemão da piscina" é MARA!!!!! (opinião de três loucas que fogem de um maníaco para ir ao cinema em plena quinta-feira...)

P.S. NÃO assista Watchmen - O Filme! Eu achei péssimo!!! (mesmo com o contexto histórico da Guerra Fria hahahaha)